"Animação cultural" de Vilém Flusser
Como forma de facilitar a vida
cotidiana o homem buscou e tem buscando incessantemente novos objetos que o
auxiliem, variando de estruturas que o ajudavam a comer sem usar ou sujar as
mãos, como os talheres, até robôs capazes de interagir conosco. Com o tempo e principalmente,
com surgimento das novas tecnologias, a animação dos objetos passou a ser
questionada, isso é exemplificado de forma clara no texto, tendo em vista que
esse é narrado por uma mesa, inicialmente um ser inanimado, mas que desenvolveu
uma lógica reflexiva e engajadora revolucionária. Contudo, pensar nesses dois
mundos isoladamente é impossível, pois trata-se de um vínculo interdependente,
visto que apesar de o homem depender de vários objetos o tempo todo, os objetos
não teriam função alguma caso não existíssemos. Ademais, como apresentado no
texto as pessoas perderam grande parte da capacidade de especulação matemática
e da criação artística, já que no mundo moderno isso é oferecido por aparelhos
programados, restando apenas a cultura como área menos inerente a isso. Sendo
assim, é preciso pensar na relação entre homem-objeto bilateralmente, na qual
se associam e trabalham juntos, como acontece na arquitetura, na qual por meio
de suportes, estruturas e formas pessoas se aproximam dos objetos criados e
esses contribuem na formação da cultura.


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