INCERTEZA VIVA - Itinerância - 32° Bienal de São Paulo

O título dessa mostra, "Incerteza viva", resume não só o conjunto de obras como a vida de modo geral, trazida de  São Paulo,  tal itinerância propõe um reflexão sobre a inconstância  e inconstância dos bens materiais, a incerteza e imprevisibilidade do futuro e o papel da arte em  meio a isso. Trata-se de um compilado de diferentes artistas, de diversos países que conversam entre si promovendo uma expansão na forma de abordar o conteúdo, usando vídeos, pinturas, tecidos, entre outros. 
Em uma das primeiras obras, a da Carolina Caycedo,os impactos ambientais e sociais da construção de barragens e grandes usinas hidrelétricas é expresso na contraposição de imagens dessas construções e do antes e depois do rompimento da barragem em Mariana (MG).


Em seguida haviam cartazes feitos a mão livre contando  histórias de tribos indígenas e como elas lidam com as construções modernas.


Em outro ambiente, um vídeo produzido por Rachel Rose e uma fotografia de Pierre Huyghe, cheio de associações de pequenos outros vídeos, sobreposição e distorção de imagens reforçam a ideia de incerteza líquida da vida, tudo pode mudar a qualquer instante.



Em meio a tantos nomes internacionais, Wilma Martins, belo horizontina, trouxe o delicado trabalho "Cotidiano", no qual vários ambientes domésticos comuns dão lugar ao inesperado, por vezes um ambiente natural, criticando o consumismo exacerbado de recursos naturais e nossa alienação em relação a isso.



O uso do tecido foi recorrente, sendo esse explorado de diferentes formas pelos artistas, Felipe Mujica, Gunes Terkol e Charlotte Johanneson, para realização de uma crítica política até questões de gênero.






Essas foram as obras que mais me chamaram atenção, mas toda exposição de forma geral me agradou pela diversidade, por abranger distintas formas de arte, assuntos e autores, os quais mesmo sem se conhecerem produziram obras que dialogam tão bem entre si.

Comentários

Postagens mais visitadas