Seminário de Design de Interação
Os exemplos apresentados pelo meu grupo no Seminário de Design de Interação foram:
1. Boundary Functions (1998 - Scott Snibe)
1. Boundary Functions (1998 - Scott Snibe)
A obra é uma superfície em que quando há mais de uma pessoa, linhas são projetadas delimitando um espaço e separando-as, isso ocorre segundo o Diagrama de Voronoy, o qual é inspirado nos diagramas de acontecem na natureza de diversas formas, como na biologia: dominância de animais e competição de plantas. A estrutura dessa instalação é formada por uma câmera e projetor direcionados ao chão por meio de um espelho, esses são conectados a um computador que rastreia o movimento das pessoas e usando um software cria novos diagramas.
Essa configuração é muito interessante e permite interação pessoa-pessoa e pessoa-objeto, contém uma interface simples, dialógica e promove alto nível de interatividade, além de instigar as pessoas a explorarem as possibilidades de brincar com o espaço. Como é utilizado o Diagrama de Voronoy a obra poderia ter se tornado meramente representativa, contudo, isso não ocorre, já que o autor apenas utilizou dessa configuração existente na natureza para auxiliá-lo, tanto é que o usuário pode fruir a obra sem conhecimento de tal informação e em nada será influenciado.
2. Infinito ao Cubo (Leonardo Crescente e Rejane Cantoni)
Trata-se de uma estrutura sobre molas em forma de cubo, inteiramente espelhada, tanto no exterior quanto no interior, sendo que em seu interior os espelhos são soltos e dispostos em diferentes linhas, tem como objetivo o uso do corpo no processo de interação e a intenção de provocar sensação de vertigem, atordoamento, novas noções de perspectiva, consciência corporal e quebra do paradigma do espaço, já que é uma pequena caixa por fora e um espaço infinito por dentro. Entretanto, o nível de interatividade, principalmente pessoa-pessoa é demasiadamente baixo e as intenções não são alcançadas, uma vez que a maioria das pessoas ao entrar no cubo estão interessadas em fotografar o ambiente e explorar a superfície sobre molas, além de não conseguirem experimentar essas sensações.
3. Burble
Essa obra tem por objetivo que um grupo de pessoas criem associações de fibras de carbono e balões formando uma estrutura que será erguida e conforme for movimenta na parte inferior constituirá uma nova configuração de luzes. Apesar de ser reativo e propiciar interação com o ambiente, pois o vento movimenta a estrutura e entre pessoa-pessoa e pessoa-objeto é fácil observar o uso de tal objeto apenas em sua função estética, banalizando-o e o transformando em apenas uma grande nuvem colorida de balões que muda de cor.
Desse modo, fica evidente que além de uma ideia teórica é preciso pensar ela na prática e avaliar as diversas variáveis possíveis.






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