Objeto Interativo - Evolução


Protótipo I


Como liguei o meu objeto (uma sapatilha de ponta) a uma barraca e a um gatinho e todos se tratavam de atividade individuais e busca pelo autoconhecimento, fiz uma estrutura recoberta de CD´s, que representavam espelhos, ligando-se a ideia de reflexão e imagem própria. Porém, esse objeto era muito representativo e foi necessário dar um passo atrás e pensar em uma nova ideia.


Protótipo II

 A segunda ideia relaciona-se aos outros objetos no sentido que explora a interação com os outros, continuando com a ideia de autoconhecimento, mas entendendo que esse processo é mediado por relações pessoais durante a vida e evidenciando a importância da interação no auto descobrimento. Assim, o novo protótipo é uma junção de perneiras (acessório feito de lã com poder de elasticidade) ou tecido semelhante na forma de um jogo da velha, no qual as pessoas poderiam colocar os corpos ou partes dele e interagir com outro indivíduo que fizesse o mesmo, ele pode ser usado por 3 pessoas e essas podem inserir o braço por ex, na mesma abertura até sair em outra e encontrar a perna do colega. Ademais, o objeto é programático, porque o que os usuários vão fazer e a forma como vão usá-lo é diversificada e depende da interação entre eles.   

Protótipo III

O primeiro protótipo do objeto interativo eletrônico é uma luva feita de meia calça, ela é envolvida por fios de cobre, os quais possuem em suas terminações ora um led colorido, ora o próprio fio retorcido preso com fita isolante à 1/8 de palito de picolé. Esses fios estão conectados aos pólos positivo e negativo de uma bateria de 9V, tais terminações (led ou fio retorcido) foram dispostas aleatoriamente, de modo que nem o autor do projeto tenho controle ou conhecimento sobre seu funcionamento, promovendo assim a programaticidade.  A ideia é que outra pessoa por tentativa e erro acenda os leds e interaja com o usuário. Contudo, notou-se que mais possibilidades na área da eletrônica poderiam ser exploradas e que o formato de uma luva restringia a  interação, ademais, a luz pontual e a brincadeira de erro e acerto foram outras críticas apontadas.

Protótipo IV

Pensando em expandir as possibilidades e o nível de interação o vestível ganhou novo formato e novas dimensões. O objeto reformulado consiste em 3 tubos de 3m de comprimento por 20cm de largura, na cor bege, remetendo a cor da pele com o intuito de não se perceber onde cada usuário começa ou termina. A ideia é que um grupo de no mínimo 2 pessoas coloquem os braços no começo e fim dos tubos e então, entrelacem-se e interajam, torcendo e retorcendo o tecido. A eletrônica aparece na inserção do vibracall que seria ativado por meio de um reed switch. Porém, foi apontado que era necessário abrir um fator atrativo no objeto, a fragilidade do reed switch e expandir as possibilidades de interação.

                          OBJETO FINAL                         




O objeto “MOVIN ON” é um vestível inspirado no  mundo da dança, na movimentação e expressão corporal, que tem como intuito estimular a aproximação dos corpos e maior contato entre as pessoas. Foi pensado com base no caráter “blasé” das pessoas do séc. XXI, principalmente da cidade urbana, na qual as poucas relações interpessoais são frágeis e superficiais. É formado por 3 tubos de tecido, sendo que cada um tem suas características, um possui em sua extensão outros braços e buracos diversos.  O outro além disso, possui 2 aberturas em cada ponta e o último conta ainda com uma abertura maior no centro, a qual possibilita a passagem de uma pessoa. Todos têm vibracalls em diversos pontos que podem ser acionados conscientemente ou aleatoriamente conforme a torção do tecido. A eletrônica surge como na tentativa de tornar a experiência mais mágica, já que causa uma leve sensação de estranhamento surpreendente.
A forma como o objeto vai ser usado e o nível de exploração e aproximação que será alcançado depende dos usuários. Cada tubo pode ser colocado em pessoas diferentes ou a mesma pessoa pode colocar os braços em cada extremidade do mesmo tubo e se entrelaçar ao tubo de outra pessoa. A ideia é que as pessoas se movimentem e aproximem, torçam e retorçam os tubos. É interessante ressaltar que a experiência se torna mais rica e atrativa quando mais pessoas o utilizam.                                                        

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